terça-feira, 5 de julho de 2011

O Fator Melquisedeque


Melquisedeque


Eu compreendo o esforço que alguns estudiosos das escrituras fazem para justificar e exaltar o Melquisedeque, citado em Gênesis, Salmos e Hebreus.

Ele é tido como “Rei”, sem pai, sem mãe, sem genealogia, feito “semelhante” ao "filho de Deus", e alegadamente permanece sacerdote (intermediário) para sempre.

Paradoxalmente, para quem julga esse tal de Melquisedeque uma cristofania, é totalmente incompatível com o Jesus Cristinho histórico nascido de uma virgem com mãe e pai conhecidos (ainda que o pai seja “deus”, e com uma genealogia extendida até o Adão, se bem me lembro. (Naturalmente há algumas controvérsias escriturísticas que “deus” deve ter esquecido de inspirar inerrantemente. Para isso há as explicações dos bibliólogos sem os quais “deus” estaria ferrado).

Mas voltando à tal “ordem” de Melquisedeque tão em moda hoje em dia, ela remete àquele que é ETERNO , ainda mais quando anunciado como Rei de Paz, o que também remete ao VERBO ETERNO, não fosse por alguns detalhes incômodos:

Este alegado rei de paz, abençoa o “carcará sanguinolento” depois que este volta de uma matança horrorosa, justificada pelo caráter justiceiro e libertador da empreitada, o que não é de estranhar, posto que esse rei de não tanta paz, é um rei de “justiça”, que é uma característica desse “senhor” no qual o perdão não conta.

Esse idolatrado “Rei de Paz” não só abençoa o sanguinário, como cobra uma percentagem dos despojos, a saber o dízimo dos saques e roubos feitos aos assassinados e mortos em combate.

Mas quem diabos é esse Rei da paz?

É obvio que se trata do falso Rei e Príncipe da Paz, e se há o falso, deve haver o verdadeiro. Este não cobra imposto de ninguém, não cobra dízimo de ninguém, não patrocina saques, assaltos, matanças, não é sanguinário, matador, justiceiro e vingador à la George Bush e o personagem de Charles Bronson na série de filmes “Desejo de Matar”, e de quebra de tudo que é filme de bang bang onde a violência é justificada pela violência.

Para quem ama a VERDADE, é fácil desmascarar a mentirada escriturística que entroniza o falso “rei de paz” como sacerdote para sempre. Esse falso “rei de paz” é o verdadeiro senhor dos exércitos, o grande matador, justiceiro e vingativo deste universo relativo.

Lamento cortar o barato dos irmãozinhos seguidores das teses teológicas de Caio Fábio.

Esse Melquisedeque escriturístico é uma criação escriturística, “feito” semelhante ao "filho de Deus". Ele não é o FILHO DO DEUS VIVO, o verbo eterno, até por que dificilmente DEUS tenha ou precise de algum tipo de filho como rezam as mitologias. Ele é apenas mais um impostor do DEUS ABSOLUTO e imitador barato, elevado às alturas pelos exegetas e teólogos neo-pensadores-evangélicos da moda.

Ele é o falso Jesus Cristo , que juntamente com toda a corja de mentirosos bíblico/judaicos, arrasta para “seu assado” as virtudes e semelhanças daquilo que seria o Príncipe da Paz, se existisse um filho de DEUS verdadeiro. Ele é uma falsificação do DEUS VERDADEIRO.

Neste não há nenhuma sombra, nenhum desejo de vingança, não há bênção aos sanguinários, não há maldição em sua boca, e se alguém falou que há, esse mentiu descaradamente contra a VERDADE.

Infelizmente, essa “Ordem de Melquisedeque” é um grande disfarce de uma ordem chamada “ Grande Fraternidade Branca” linkados a outras Ordens ocultistas como a Ordem Rosa Cruz e outras do tipo.

Esse Melquisedec ou Melquisedeque é o mesmíssimo Melquisedeque bíblico, o Dono do Mundo.

Essa “coisa” é mais antiga do que podemos imaginar, anterior aos relatos bíblicos e exitente nos relatos sumérios.

Ela se infiltra sorrateiramente no Novo Pensamento, através de um entendimento que objetiva des-radicalizar a proposta do cristianismo judaizado, lhe dando uma roupagem mais universal, “santificando” novos ícones do “novo mundo”.

Dessa forma, na Rotunda do Capitólio em Washington, os “santos” da Rotunda do Vaticano estão ali representados com os ícones maçônicos dos heróis do novo mundo, representado pelos Estados Unidos, cercados de uma imensa simbologia ocultista que remonta ao Antigo Egito, que discirno e tenho afirmado ser uma alegoria do inferno ou “residência” do “diabo”.

No rastro dessa tendência, está a “Nobilização” (Prêmios Nobéis), “santificação” moderna de personagens contemporâneos.

Essa “nobilização”, entronização, “rei disto”, “rei daquilo”, “rainha disto”, “rainha daquilo”, serve aos propósitos da dominação moral, estética, espiritual, intelectual, cultural e artística por parte de uma elite ou super-classe de “humanos”, que servem de referência às massas dominadas e desprovidas das mesmas virtudes.

A modinha gospel do momento é a identificação dessas criaturas (profanas) como exemplo e ícones de um verdadeiro comportamento “cristão”, sendo estes, idolatrados e venerados pelos pregadores neo-evangélicos e pela mídia mundial.

Enquanto a cultura presente neste século anuncia a vinda do chamado anticristo em prosa e verso em tudo que é manifestação cultural, os escritores de abobrinhas evangélicas sacralizam os personagens “idolatrados” por este século como se estes fossem referências ao Jesus bíblico, fazendo vistas grossas à  verdadeira natureza e origem de sua “glória”, sucesso, fama e prosperidade, da mesma forma que fazem “vista grossa” ao Melquisedeque, ao Deus que se manifesta em meio a densas trevas, ao super-herói evangélico que levanta um ídolo à serpente e ao Jesus que chama o templo maçônico e faraônico de Salomão/Ciro de casa do pai dele.

9 comentários:

Pedro V. disse...

Caro Ronaldo, tropecei nesta sua conversa sobre Melquisedeque e fiquei pasmo sobre tanta certeza sua acerca de um assunto sobre o qual tão pouco se sabe. Mais confundido fiquei quando li a sua interpretação à letra de uma passagem bíblica. Então um texto sagrado é para ser lido assim? Não será preferível uma leitura simbólica? A meu ver, a descrição dessa cena remete-nos para um mundo espiritual e não puramente terreno. Não será que essa descrição se refere a uma batalha no campo mental? Se há um ponto que concordo consigo, esse diz respeito ao desrespeito e à forma leviana a que assistimos quanto a interpretação de assuntos que as pessoas desconhecem completamente e para os quais é essencial uma abordagem a partir do seu nível anímico e não puramente intelectual.Saudações amistosas. Pedro V.

Ronald disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ronald disse...

O maligno, mentiroso, sanguinário Abrão era mancomunado com o "Melquisedeque", com quem repartia os despojos de suas vítimas.

Era abençoado financeiramente pelo "Faraó" e pelos "Abimeleques" da vida com quem barganhava com mentiras e ameaças de maldições.

Esses personagens são figuras e avatares do diabo que enriquecem o Abrão, servo do sanguinário Jeová.

A razão da negociata:

Tudo te darei se prostrado me adorares.

Essa é a razão.

Ronald disse...

Pedro V

hahahah, Pedro, eu sou impulsivo, e olhando para trás, fico pasmo sobre tantas certezas que eu já tive. hhahahahah

Na verdade, minhas percepções acerca dos textos que você aparenta considerar sagrados, estão mais para discernimentos do que interpretações, eis que interpretações não questionam o mérito dos textos.

Em parte desta minha caminhada, no anseio de poupar o mérito da escritura, parti para a leitura simbólica, na qual se podem extrair inúmeras visões diferenciadas do rigor da letra.

Uma exemplo típico dessas leituras, está na decupagem do episódio em que "Jesus" liberta o jumentinho (híbrido) e entra com ele em Jerusalém (Reino).

Lindo. Conclusão: Esse é o Jesus verdadeiro e ele liberta o cativo híbrido filho do diabo com a suposta humana representado pela mãe do jumentinho, e o salva ainda que sob os protestos dos diabos/fariseus/judeus que perguntam o porquê de aqueles homens libertarem o jumento que estava preso.

Muito lindo... o tal Jesus que parece ser o Deus verdadeiro, o liberta por apenas uma razão: por que ele quer. Maravilha!

Que beleza! Quem imaginaria que havia um significado oculto nessa simples passagem? Quem imaginaria que o tal jumento teria nome e endereço?
Que a mãe do jumento teria nome e endereço?

Pois a escritura está repleta desse tipo de alegoria em que os "certos personagens" tem seus nomes e endereços "preservados", ou seja ocultos, num evidente ocultismo que é considerado abominação em toda a escritura.

Pois temos observado que certas culturas ocultistas e enigmáticas trabalham com seus segredos ocultos em alegorias e parábolas, que são enigmas, cada qual envolvendo outra alegoria e enigma, mas que ao final demonstram que o segredo sempre esteve explícito.

Quando você remete a cena do Melquisedeque a um mundo espiritual e das idéias, penso que acerta, posto que tais relatos aceitos como verídicos, históricos e terrenos pelos devotos da escrituras, me parecem alegorias de personagens, povos e dimensões que transcendem a ambientação terrena, histórica e temporal na qual são inseridos.

Esse tipo de história contada em enigma em ambientações fictícias do passado, presente e futuro, é um prato típico vendido pela literatura e o cinema. Chama-se de ficção, mas se observada em macro, revela sempre as mesmas questões e enigmas pertinentes às origens, às pulsões e paixões humanas, bem como aos poderes e reinos que são retratados em inúmeras versões e nuances nos roteiros da ficção e da vida real.
Uns chamam essas “casualidades e paralelismos” de reencarnações, carmas, avatares e coisas do tipo…

O que julgo interessante, é que aparentemente “alguém” sabe da “coisa”, e conta a sua versão da história através de algo que é chamado de “inspiração”, e pelo estilo, sempre oculto e em meio a sombras, imagens de espelho/invertidas, não tem nada a ver com DEUS ou aquilo que imaginamos ser DEUS, mas pode ter tudo a ver com Zeus.

Wellington Leite disse...

Ronaldo, Ronaldo...
Lamento, fico vendo o quanto o homem se perde achando que conhece que sabe, que pensa andar no mesmo caminho de Deus... Mas eles os caminhos são diferentes...

Wellington Leite

Obs: tenha coragem de publicar....

Ronald disse...

Como eu sou corajoso!

Ronald disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
tiagoalvespereira disse...

Que loucura então devemos excluir a b´bíblia da nossa vida?

Ronald disse...

Excluir?

Não. Vc deve discernir.